sábado, 24 de dezembro de 2011

Desde o começo de tudo, muitas coisas mudaram no mundo e ao mesmo tempo o mundo continuou no mesmo lugar. O relativismo tomou conta e matou as coisas que poderiam ser eternas. O acaso passou a ser estatística, probabilidade. O mundo hoje é mais cético e não há grandes revoluções por aí. Muito se fala, pouco se faz.
Eu tenho várias dúvidas, mas também tenho certezas e uma delas é que nada vai mudar enquanto as pessoas não mudarem suas atitudes. Tanto faz direita e esquerda enquanto as pessoas continuarem fazendo o que fazem. Tanto faz direita e esquerda se todos mudarmos nossas atitudes e passarmos a fazer o que é certo.
Aí você me pergunta: o que é certo? O certo é viver respeitando o próximo. “A minha liberdade termina onde começa a tua”. Todos com os mesmos direitos e deveres. Outras atitudes podem fazer outro mundo. Essa não é uma verdade absoluta. Mas hoje é natal, fim de ano, e eu tenho o direito de acreditar. E sim, eu acredito numa mudança de atitudes. Não amanhã, mas quem sabe ano que vem. Porém, não quero que as coisas sejam perfeitas. Se chegarmos a perfeição não terá mais graça, pois não teremos o que criticar, não teremos pelo que lutar e nem em que acreditar.
Acima de tudo, acredito que mesmo quando o mundo for mais justo, não haverá muito sentido por aqui. Vamos continuar nascendo, comendo, ficando gordo, querendo entrar em algum padrão de beleza ou de intelectualidade e, indo além, continuaremos sabendo que esse mundo é o que sempre foi. Nunca estaremos satisfeitos. Se eu acreditasse em alguma natureza humana, diria que a base dela é reclamar.
Agora, a única coisa que me resta é viver nesse mundo sem sentido, acreditar nessas pessoas sem sentido, fazendo o meu papel de atribuir algum sentido a tudo como melhor me convém.

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