quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Antes que se diga qualquer coisa
Muitas já foram perdidas
E a maioria era importante
E por que ser tão medíocre?
Essa tal de globalização
E linhas imaginárias
Do nos dividindo e nos prendendo
Enquanto não aprendermos
A ser mais
Somos mais um na multidão
E todos falam do óbvio
Como se fosse nada demais
Mas o que fazer do que fizeram com a gente?
Se a gente nunca sabe
Pra que direção correr;
Se a gente nunca sabe
Onde se esconder.

domingo, 28 de agosto de 2011

Tenho que pensar
Planejar
Repensar
Duvidar
E ir além
Contra a teoria
E não me interessar
Olhar pelo avesso
Pensar
No divino
No profano
No dia comum
E no feriado
Na ferida cicatrizada
E naquela que ainda dói
Reformular
A mesma vida
E não sair do
Lugar

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Expectativa

De expectativa o mundo está cheio
Na expectativa do que seria
É que tudo se fez
Em plena lucidez de um feriado
Em plena euforia fora da festa
A gente pensa no que está pra ser
No que poderemos fazer nesse dia
De expectativas a gente vive
De expectativas o mundo se fez.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A hora da Solidão

É época de ficar só
Tempo apropriado
Para olhar os lados
Dos vários ângulos
Das várias possibilidades
Os tempos são os mesmos de antes
As pessoas são outras
Sempre outras
Em outro lugar é diferente
Mas agora...
Agora é a hora da Solidão
Do vazio sem sentido
Num estado que a alma absorve
E deixa tudo bonito.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu não sei mais sobre o ontem
Ele já não existe
Por mais que eu tente acreditar
É só uma questão de ponto de vista
Por favor
Faça questão de ver
E não apenas entender
O essencial se perde por falta de sentido
É só na pele que se sente
Racionais como somos
Não nos damos conta
Nem tudo isso é certo
E ainda somos os mesmos homens
Que viviam em cavernas
E ainda somos heróis
Nem todos os dias
Mas sempre que possível
Sempre que a covardia nos deixar mais fortes
É olho no olho
E nada de dente por dente
É questão de sentir
E (não) questionar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E daí se chover?
Isso não me abala
E nem deveria abalar a você
Não tenho medo dos riscos
Da porta aberta
E do som abafado que vem
Da euforia alheia

Pode ser ainda muita coisa
Mas a gente sempre consegue se resumir
E pode inventar uma mentira e repetir
Sem deixar de ser mentira
E passa a ser verdade
E ser mais do que mais
Mais do que solos de base.

Eu ainda invento
Uma linha paralela
Só pra te diferenciar
E te mostrar a diferença que existe em meu olhar.


domingo, 14 de agosto de 2011

Glóbulos exorbitantes

Olhem! Andorinhas lá fora!
Parece passarem por túneis de tintas esmigalhadas por covardes providos de razão INcomum.
(I)Razões desmontam a fertilidade serena, por viés incolores que confrontam fraternamente entre si.
Dissimulados escultores. Espirais pensamentos.
Dividem apenas as “asas” da loucura, enquanto suplicam por esculturas imóveis em suas próprias mentes dilaceradas
Dilaceradas por Faisões moribundos de cultura inerte na mídia copuladora.
Desmontam entre si a guitarra de cores que fluí de Andorinhas que montam a arvore cultural
Obscura sob olhos desagradáveis de mortais com pena do túnel sem cor que emana de vossas mentes insanas.
Mentes idiotas descontroladas a procura de uma verdadeira identidade imersa na droga cibernética sorrindo dentro de seus glóbulos externos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Mídia medíocre



Vejo por aí tantas pessoas, principalmente jovens, falando mal da mídia. A pergunta que a maioria faz é: por que nos anos 80 sempre tinha bandas de rock nos programas da tv e hoje em dia não? Por que as bandas de rock que a mídia divulga são aquelas que, mais falsa impossível?
A resposta, meu caros, é muito mais simples e comum do que se pensa: a mídia apenas passa o que melhor lhe convém.
‘Mas e os anos 80?’
Muito simples. Nos anos 80, o Brasil tinha acabado de sair de uma ditadura de longos anos de censura e repreensão. Os jovens queriam, mais do que nunca, serem ouvidos, fazer valer o que pensavam. E a mídia queria que esses jovens consumissem, que assistissem aos seus programas. E foi isso que aconteceu.
As bandas eram reais, a televisão sempre foi falsa.
Todo mundo sabe que foi nos anos 80 que surgiram as maiores e melhores bandas do nosso Brock. Um tempo sem internet para se divulgar o trabalho. Ir para a televisão era o jeito. E a mídia tinha isso sob controle.
Hoje vemos todos os dias surgirem novos artistas que amanhã desaparecem. A mídia cria isso e destrói isso. A mídia dita a moda musical do ano. E isso desde daquela época. Pense nos seus pais que tinha 20 anos nos anos 80 e ouviam aquelas músicas, e viam aqueles programas de tv. Até hoje eles gostam daquelas bandas? Talvez os seus sim, mas a grande maioria não.
Agora, a pergunta que lhes faço: se temos a internet, porque ainda ligamos a tv? A tv não é de toda ruim, as vezes eu gosto de assistir para dar boas risadas das bobagens que eles falam. E eu não estou me referindo aos programas de “humor” não, mas sim aqueles programas que pensam que são sérios.
É... assim é o mundo em que vivemos.
Se você faz parte dele, ainda pode fazer algo para muda-lo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

É só mais um dia de tantos infinitos
Mente atenta
Reflexo em dia
Relógio acertado conforme o Distrito Federal
Linhas e mais linhas
Imaginárias


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ao absurdo do dia
Eu dedico minhas horas vagas
Meus pensamentos sem sentido
Exatos na forma abstrata

O som que não se propaga no vácuo
O vácuo que habita o universo
Mora bem perto do caos

E a primeira quinzena de agosto
Faz sentido para muitos de nós
Mas não muda quase nada.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tédio fiel e sem fim
Sem tempo pra se escolher
O pouco que ainda temos
O direito que nos devem
As respostas que esperamos
E as caras que nunca damos
Sem prestar contas ou atenção
Sem pulsar
Se é que resolve
Se é que se pode afirmar
Ou se for sagrado
E nem possa sair do local.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Falta espaço
E tudo é ilusão
Poderia ser perfeito?
Só a ilusão pode.
Poderia ter defeito?
Só o que é real pode.
E o que você poderia?
O que o mundo faria se você pudesse voar?
Será que te louvaria
Ou te desprezaria por tanto ousar?
E você faria isso sozinho à noite
Ou iria de dia observar o mar?
É tanto ar
Que todo mundo respira sem pensar
E se falta num segundo
O desespero é que sufoca
O que se espera é que sempre aconteça o obvio
E nada de mais...
Nada mais
Nada mais obvio do que só isso esperar
Se o tempo parasse, você nem perceberia;
Se você me contasse, eu não acreditaria;
É tudo obvio
E nada demais
Nada mais.